CPI ouve ex-prefeito Carlos Amastha e gestor do PreviPalmas

por DICOM publicado 07/11/2018 09h40, última modificação 07/11/2018 11h47

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as aplicações do Instituto de Previdência de Palmas (PreviPalmas) começou a ouvir as testemunhas nesta terça-feira, 6, durante audiência na Câmara de Palmas. O ex-prefeito Carlos Amastha (PSB), o presidente do Conselho Municipal de Previdência, Eron Bringel Coelho, e o presidente do PreviPalmas, Carlos Júnior Spegiorin Silveira, prestaram depoimento.

A CPI foi conduzida pelo vereador Professor Júnior Geo (PROS), presidente da comissão. Também compuseram a mesa dos trabalhos o vice-presidente da CPI, vereador Vandim do Povo (PSDC), o relator, vereador Marilon Barbosa (PSB), além dos membros, vereadores Leo Barbosa (SD) e Gerson Alves (PSL).

Primeiro a ser ouvido, Coelho, afirmou que o conselho não foi consultado sobre as aplicações e que não sabe dizer se o ex-prefeito tinha conhecimento das movimentações realizadas pelos gestores do PreviPalmas. O presidente do conselho alegou ainda que ficou sabendo das supostas aplicações irregulares pela imprensa.

O total de investimentos realizado pelo instituto foi de R$ 58 milhões, sendo R$ 8 milhões na Caixa Econômica Federal, R$ 20 milhões no Tercon e R$ 30 milhões no Icla Trust (Cais Mauá), sendo esses dois últimos os fundos investigados.

Nomeado pela prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), Silveira, atual presidente do PreviPalmas, ressaltou que atualmente o fundo municipal de previdência dispõe de cerca de R$ 630 milhões. Ele afirmou que tem trabalhado para a reestruturação do quadro de servidores do instituto e que busca soluções para melhorar a autonomia do órgão.

Em seu depoimento, Carlos Amastha também declarou que soube das supostas irregularidades pela imprensa. O ex-prefeito falou ainda sobre a condução dos trabalhos realizados pela Casa e avaliou como positiva a atuação da CPI.

“Acho extraordinário, visto que 80% dos membros desta comissão foram oposição ao meu governo e se os trabalhos concluírem algum culpado, e ficar claro que eu não tenho responsabilidade, então desde já estou satisfeito", pontuou.

CPI do PreviPalmas

A CPI foi instaurada após os vereadores receberem denúncias de irregularidades e inicialmente atuará sobre os seguintes eixos: falta de conformidade à legislação, deficiências estruturais da entidade gestora dos fundos de previdência, direcionamento indevido dos recursos financeiros da entidade, possíveis prejuízos financeiros aos fundos e deficiência dos controles do PreviPalmas.