Gerentes da Caixa Econômica Federal prestam depoimento em nova oitiva na Câmara de Palmas

por DICOM publicado 23/11/2018 10h05, última modificação 23/11/2018 10h05

A Câmara de Palmas ouviu nesta quinta-feira, 22, o gerente geral da Caixa Econômica Federal, Paulo Cesar Gonçalves da Silva e o gerente de atendimento e negócios da Caixa Econômica Federal, Olivier Leal Pires. Eles prestaram depoimento como testemunhas na quarta oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as aplicações do PreviPalmas nos fundos Tercon e Icla Trust (Cais Mauá).

Participaram da sessão os vereadores Rogério Freitas (MDB), Filipe Martins (PSC), Filipe Fernandes (PSDC), Milton Neris (PP) e os membros da CPI, o presidente Professor Júnior Geo (PROS), o vice-presidente Vandim do Povo (PSDC), o relator Marilon Barbosa (PSB), além dos vereadores Léo Barbosa (SD) e Gerson Alves (PSL).

A primeira testemunha a prestar depoimento foi Paulo Silva. Os vereadores queriam entender principalmente como funcionava o processo para autorização das movimentações bancárias e quem eram as pessoas que autorizavam as aplicações nos fundos de investimento.

Questionado por Júnior Geo, o gerente geral afirmou que os investimentos eram autorizados via ofício e que assinavam os documentos para liberação das aplicações o ex-presidente do PreviPalmas Maxcilane Fleury e o ex-secretário de Finanças Christian Zini. Ele explicou que o montante a ser aplicado era transferido ao banco Itaú, e não diretamente aos fundos de investimento.

De acordo com Paulo Silva a regra acordada entre a Caixa e o instituto de previdência era de que seriam necessárias apenas duas assinaturas para as movimentações bancárias, mas pela regra do PreviPalmas é preciso três assinaturas, o que pode confirmar as suspeitas dos vereadores de que houve irregularidades nas transações.

Durante seu depoimento o gerente geral ainda admitiu que houve um erro do banco ao realizar uma aplicação de R$ 8 milhões com autorização via telefone pelo ex-diretor de investimentos Fábio Martins. Ele relatou que foi uma movimentação feita dentro do próprio banco e que necessitava de uma ação rápida para não perder a oportunidade de investimento. “Foi uma ação fora do padrão e já estamos buscando corrigi-la”, afirmou.

Solicitações

O gerente de atendimento e negócios da Caixa, Olivier Pires, ouvido em seguida, disse que não teve contato com servidores do PreviPalmas e do Executivo. Ele relatou desconhecer detalhes das aplicações, mas confirmou que as transações eram autorizadas via ofícios encaminhados ao banco. Os vereadores solicitaram da testemunha todos os documentos relativos às movimentações da conta do PreviPalmas.

Milton Neris e Rogério Freitas também requisitaram que a CPI fizesse solicitação para acesso aos documentos do histórico bancário. O objetivo, segundo os parlamentares, é compreender em que momento mudou-se a regra para autorização das aplicações nos fundos de investimento. “Queremos os documentos da época da gestão do ex-prefeito Raul Filho para se ter uma comparação”, justificou Neris.